Shafee Sidat apareceu hoje nas primeiras horas da manhã na televisão a falar do processo que está a mover. O senhor Carlos Jack tem todo o direito de processar quem entender. No entanto, quem está de consciência tranquila e em paz consigo próprio não precisa de elogiar excessivamente a SERNIC, nem de a apresentar como “a melhor equipa de investigação do mundo”, quando se sabe que isso não corresponde à verdade.
O trabalho realizado, em conjunto com a Polícia Judiciária de Portugal, foi feio e profundamente triste. É ainda mais lamentável constatar que muitos portugueses aceitam ser manipulados por camaradas. O senhor Pedro Ferraz não morreu de morte natural, nem se suicidou, como se quer fazer crer. O senhor Pedro Ferraz foi ASSASSINADO
Se Shafee Sidat quer bajular e “lamber botas”, está à vontade — cada um escolhe o caminho que quer para a sua vida. Mas elogiar em excesso pessoas e instituições que merecem críticas é ir longe demais. Isso não é atitude de homem íntegro, e não vai além do que ele próprio é.
Quando chegar o momento em que deixarem de precisar dele, serão exatamente essas pessoas que hoje ele defende que o vão abandonar sem hesitação. O tema nunca foram os homens da SERNIC, mas sim ele próprio e Carlos Jack — uma história mal resolvida que se arrasta há anos.
É tempo de deixar a hipocrisia. As pessoas estão cansadas de serem enganadas. Andar por aí, em praias, a impor preços com motas e viaturas de quatro rodas, sem aceitar negociação, revela arrogância e falta de respeito. Pensar que tudo lhe pertence é um erro: não lhe pertence.
Os moçambicanos não são seus amigos por conveniência. Se quiser ir para outro lugar, que vá — para onde bem entender. Mas que não venha fingir-se de bom samaritano, porque muitos já o conhecem de outros episódios. Um pouco de vergonha na cara não faria mal.
Além disso, não é apropriado invocar o nome de Deus para tentar impressionar ou justificar comportamentos. Tanto na Bíblia como no Alcorão existe o ensinamento claro de que o nome de Deus não deve ser usado em vão. Falar constantemente de Deus não torna ninguém uma boa pessoa; são as atitudes que revelam o verdadeiro carácter, e, neste caso, o discurso religioso não convence nem impressiona.
